Bate-papo com fundador e CEO da G-iatech. Fábio Martins conta sua história, quais são suas metas, objetivos, inspirações e mais!

A empresa G-iatech acredita que usar de transparência é um dos bens mais valiosos, seja no trabalho ou na vida pessoal. Então, através desse espaço, o CEO e fundador Fábio Martins conta sua trajetória, origem e prospecções futuras.

1. Nos conte sobre você.

Meu nome completo é Fábio Júnior Martins. "Alma Gêmea" não é meu hit, meu pai se chama Dirceu e minha mãe não é fã do cantor. Meu nome foi uma completa coincidência. Minha mãe gostava do nome Fábio e meu pai de Júnior. Os dois uniram os gostos e me batizaram assim.

Nasci na cidade de Brotas, interior de São Paulo. A cidade é pequena com pouco mais de 20 mil habitantes e a principal atividade econômica é o turismo. Quando era adolescente fui guia de trilha. Se você ama esportes radicais e natureza, Brotas é o lugar ideal.  

Meu pai nasceu em Brotas e é aposentado, mas não parou de trabalhar. Ainda hoje, ele é serralheiro da prefeitura. Minha mãe é costureira e veio da Bahia. Tenho um irmão mais novo e engana-se quem pensou que seu nome é Roberto Carlos ou Paulo Ricardo. É apenas Felipe mesmo. 

Agradeço a Deus por nunca ter passado fome. A vida em uma cidade que é considerada estância turística é cara, então, vivemos bem, mas sem luxos.

Desde a infância fui bolsista. Do primeiro ano escolar até o colegial, estudei no SESI. Todos os anos, eu prestava uma prova para permanecer na instituição. Em 2011, soube do curso Técnico em Eletroeletrônica no SENAI e resolvi participar do processo seletivo. 

Esse "negócio" de eletricidade, eletrônica, sempre me chamaram atenção. Gostava de desmontar os aparelhos de casa e montar de novo (mesmo que errado muitas vezes). 

Fui admitido no SENAI e então comecei uma jornada frenética. A tarde, estudava no SESI de Brotas e no período da manhã no SENAI da cidade de JAÚ. Infelizmente em Brotas não há instituições para formação técnica e ensino superior. Aqueles que desejam trabalhar em segmentos diferentes de agronomia, veterinária ou turismo, precisam sair da cidade. 

Próximo ao segundo ano da formação técnica, eu já estava pesquisando sobre as universidades que possuíam o curso de Engenharia Elétrica. Já teria concluído o ensino básico e poderia ingressar no ensino superior.

Fui admitido na UNIFEI e também nas faculdades privadas de Campinas, PUC e Anhanguera (bolsa 100% pela Prouni). Tinha o sonho de estudar em uma universidade federal mas o orçamento da minha família não era compatível. Optei pela instituição Anhanguera. Trabalhando meio período, eu poderia arcar com minhas despesas. Escolhi a Instituição também porque a grade era de Elétrica Pura, eu realmente queria isso.

De Brotas, passei a morar em Campinas e foi assim que minha jornada profissional começou...

2. Como foi sua jornada profissional?

No meu primeiro ano em Campinas, não pude trabalhar. Meu curso técnico que era feito na cidade de Jaú foi migrado para Campinas, SENAI Roberto Mange. Eu estudava de manhã no técnico e a noite fazia minha graduação. 

Agradeço muito pela educação profissional que obtive no SENAI. Com o alto nível de experiência dos professores, aprendi muito na prática e em 2013 iniciei meu estágio técnico na empresa Rhodia em Paulínia.

Trabalhei em algumas empresas e essas foram grandes escolas, aprendi: manutenção no chão de fábrica, desenhos técnicos, sensoriamento, comercial, desenvolvimento de projetos, gerenciamento, etc.

Com dedicação e humildade, fui me aprimorando e conhecendo muitas pessoas. Aprendia e ensinava (sim, também dava palestras). Sou grato pelas oportunidades e até mesmo pelos obstáculos. Sem eles, não estaria fortalecido para iniciar meu próprio negócio e assumir o papel de CEO da minha própria empresa.

3.  Como surgiu a ideia de ser um empreendedor? Pra você, qual é a importância das relações internas e externas em seu empreendimento?

Muitas pessoas sonham em trabalhar em multinacionais e ter grandes cargos. Essa nunca foi a minha meta de vida. Eu trabalhei em algumas empresas para adquirir experiência. Empreender não é apenas ter uma boa ideia. É essencial dominar, se capacitar e planejar. Assumir riscos e ousar é necessário mas sempre com planejamento e boa gestão. Mais do mesmo a maioria faz, uma grande empresa deve possuir diferenciais competitivos.

Antes de ser G-iatech, amadureci a ideia com pessoas experientes no mercado tecnólogico e também com minha esposa. Formada em Comunicação Social com ênfase em Publicidade e Marketing, ela é uma das grandes responsáveis pelo plano de negócios da empresa. 

Para nós, é imprescindível transparência, técnica, amor e humildade. E é baseado nisso que as relações internas e externas são construídas. Ninguém é número e todo mundo importa. Antes de ser parte de uma equipe somos indivíduos e a diferença é que torna tudo mais especial. 

Passamos grande parte do dia trabalhando e um ambiente saudável torna tudo mais produtivo. Não sou chefe e a empresa não é minha. Na G-iatech somos família e em cada um de nós é plantada a semente do "pertencer".

Essa mesma relação é e deve ser construída "da porta para fora" também. As coisas aqui não acabam em pizza mas tenha certeza, um bom café e bate papo são coisas que amamos por aqui.

4. Quais as principais potencialidades da G-iatech? 

A G-iatech foi criada para atender empresas de todos os segmentos e todas as demandas voltadas para insdústria 4.0 (quase 5.0). Nossos clientes podem ter desde conectividade no chão de fábrica até a digitalização, banco de dados, front-end tudo personalizado. 

Nenhuma solução é igual a outra. Sempre que uma empresa nos contrata, entendemos as necessidades e criamos projetos apenas para ela. Não se trata de vender "pacotes" prontos, trata-se de realizar estudos e criar o melhor planejamento. 

Com nossos colaboradores altamente especializados e fornecedores líderes de mercado, esperamos expandir a G-iatech para o mercado internacional e aumentar os níveis dos nossos projetos. 

5. O que te inspira?

Tudo aquilo que me motiva a não desistir: Deus, minha família, a ânsia em ser parte de algo que possibilite ajudar alguém. Aqueles que me conhecem de perto também sabem da grande admiração que tenho pelo "titio" Einstein. Não se trata da fama, se trata de todo o legado e contribuições que ele deu ao mundo. E sempre guardo comigo uma de suas inúmeras citações: "A vida é como andar de bicicleta, Para se manter o equilíbrio, é preciso continuar em movimento". 

6. Para concluir, qual conselho você deixa para os leitores? 

A educação é a base de tudo e é a nossa maior aliada. Nunca saberemos de tudo e dia-após-dia devemos aprender algo e nos tornarmos melhores. Melhores em nossas casas, em nossos trabalhos, perante a sociedade. 

Eu aprendo sempre. Seja com a simplicidade dos meus pais, com os professores e doutores da USP (instituição que escolhi e fui admitido para realizar meu MBA) e até mesmo com as adversidades da vida. 

Para finalizar, novamente citarei uma frase do grande físico teórico Albert Einstein: "Jamais considere seus estudos como uma obrigação, mas como uma oportunidade invejável para aprender a conhecer a beleza libertadora do intelecto para seu próprio prazer pessoal e para proveito da comunidade à qual seu futuro trabalho pertencer".

Obrigado.