É importante entendermos a trajetória e as diferenças entre as revoluções para valorizarmos o grande momento em que vivemos: a quarta revolução industrial ou Indústria 4.0, que já está apresentando indícios para a chegada da quinta revolução.
Sobre as revoluções industriais e suas principais características:
Primeira Revolução Industrial:
Iniciada na Inglaterra, século XVIII. O trabalho manual que era feito por artesãos em suas próprias casas, passou a ser desenvolvido em fábricas com a utilização de máquinas. Algo que demandava muito tempo, se tornou mais produtivo e obteve melhores condições trabalhistas pois a partir daqui cada indivíduo exercia uma função específica e houve a chamada divisão de trabalho. O trabalhador que passou a controlar o processo maquinário, começou a ser remunerado e a mão de obra começou a ser vendida.
Segunda Revolução Industrial:
Iniciou-se na metade do século XIX e teve fim juntamente com a Segunda Guerra Mundial, em 1945. Assim como a primeira revolução, teve início na Inglaterra mas se disseminou e expandiu para outros países.
Manteve-se as máquinas da primeira revolução, mas houve o aprimoramento das técnicas para que a produção fosse cada vez mais eficiente.
As matérias primas como ferro, carvão e energia a vapor, foram substituídas pelo aço, petróleo e eletricidade.
Como grandes invenções do período, destacaram-se: os motores elétricos, o telefone, as ondas de rádio, a indução eletromagnética.
Terceira Revolução Industrial:
Também conhecida como Revolução Técnico Científica Informacional, que uniu ciência e indústria. Essa revolução ocorreu em meados do século XX e as indústrias que desenvolveram alta tecnologia começaram a se sobressaírem.
Setores como robótica, genética, informática, telecomunicações e eletrônica assumiram liderança em todas as etapas do trabalho, sejam produtivas e comerciais. Além das novas invenções, as antigas foram aprimoradas e houve aumento lucrativo por conta da diminuição dos gastos com a mão de obra e tempo de fabricação.
Os telefones passaram a ser móveis, relacionamentos sociais online construídos e no campo da medicina, novos medicamentos desenvolvidos e novos tratamentos para variadas doenças tiveram crescimento exponencial.
Quarta Revolução Industrial:
Este período (que vivemos hoje), é marcado pela digitalização das informações e utilização de dados para tornar a indústria mais eficiente. Podemos dizer que a palavra-chave desta era é “conectividade” e a tendência é a automatização 100% das indústrias através de sistemas cyber físicos.
Alguns dos pilares dessa revolução são: inteligência artificial, computação em nuvem, big data, cyber segurança, internet das coisas, robótica avançada, manufatura digital, integração de sistemas e digitalização.
Muitos acreditam que as ferramentas da indústria 4.0 são caras e apenas empresas com grande poder aquisitivo conseguem implantar essas soluções. Mas de acordo com a conceituada instituição SENAI que executou em 2018 um programa piloto para avanço industrial, foi constatado que existem sim ferramentas de baixo custo como sensores, computação em nuvem e IoT e caso micro e pequenas empresas fizerem a utilização desses recursos, sua capacidade produtiva e ampliação dos negócios aumentará consideravelmente.
E sobre a Revolução 5.0, o que esperar? 
Nós da G-iatech acreditamos que essa era será marcada pela sustentabilidade e qualidade de vida.
A tecnologia presente hoje ainda será destaque aqui, mas nossos olhos se voltarão também para o bem estar humano.
Provavelmente, a pandemia que o mundo vivenciou, mudou nosso modo de ver as coisas e percebemos que o respeito ao indivíduo e ao meio ambiente são tão importantes quanto ao dinheiro e poder aquisitivo.
A indústria 5.0 chegará com o discurso de que a tecnologia e as máquinas não substituirão o homem, mas sim irá colaborar para que o processo seja mais humanizado.
Ser sustentável e inclusivo é o que precisamos e teremos que desenvolver novas habilidades para ter nossas necessidades atendidas.